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19 de jun. de 2009

OLHE PARA SI...


Um casal mudou-se para um bairro muito tranqüilo.
Na primeira manhã que passaram na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Três dias depois, também durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e empolgada foi dizer ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha a deu sabão? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente a respondeu:

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da janela!

Tudo depende da janela através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Lave sua vidraça!

Abra sua janela...

14 de mai. de 2009

Desabafo...


Hoje eu posso dizer, quase que definitivamente, que saio de uma crise talvez inexistente ou talvez, não tão transparente assim, afinal ela só esteve expressa nesses textos abaixo ou mais precisamente no abaixo, mas não que tudo tenha acabado do dia pra noite ou depois de quatro dias. É que hoje... foi o dia incompleto mais completo que eu já tive. Acho que consegui rever (e reaver) todos os meus conceitos numa conversa muito interessante. Uma observação pertinente por demais é a seguinte:

Essa também é a única que vem a ser pertinente no presente momento, afinal o que aconteceu naquele espaço de tempo, foi algo sobrenatural, ao menos pra mim. Foi como uma cirurgia algo tão... sublime. Indescritível. Em muitos momentos calei e me pus a ouvir o que diziam, e mesmo conversando entre si não percebiam que estavam “me ensinando” ou “me mostrando” os erros, que seriam fatais futuramente ou que já vinham sendo fatais e até os acertos, que particularmente não sabia existir. Coisas que pareciam, ao meu ver, supérfluas, mas na verdade, tinham grande valor para os outros.

Hoje com certeza eu consegui aprender alguma coisa. Não que eu vá por em prática o que foi aprendido amanhã ou depois, mas pelo menos aprendi. Agora sei que de um jeito estará certo, do outro... talvez esteja errado. Como bom observador que, na minha tolice, acho que sou, ainda consegui perceber coisas que eram realmente ditas para atingir-me, e que esse atingir não seja entendido como coisa ruim, afinal eles até onde eu sei, só querem o meu bem.

E hoje eu também aprendi a usar a razão. Eu vi que os que me ensinavam usavam-na demais, porém vi também que ela é necessária, acho até que já tinha visto isso, só não tinha percebido como percebi hoje, afinal é com a razão que eu vou conter a emoção e não vão acontecer desastres morais por aí, comigo ou com outras pessoas que me cercam. Agora eu tenho um lado... pessoal, aquele mais reservado, que você só divide com os amigos mais próximos, é... esse mesmo, sabe por que eu tenho ele agora? Por causa de ti! Ou seria de vocês?

Acatei. Acatei tudo. Elogios, insultos, respostas, frases, pensamentos, idéias, opiniões, sugestões, críticas, ênfases. TUDO, desde o início, desde quando ninguém falava. Amanhã, abrirei meus olhos e viverei um dia, porém são, achado, reencontrado!

Muito obrigado por ter me ajudado! Ou seria terem?

E é reencontrado que eu sigo a minha vida, apaixonado, desolado, reprimido, mas reerguido, esperando o tempo passar e mexendo os pauzinhos como dá.

Depois desse só uma semana de repouso!

Que o tempo seja o meu remédio também...