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12 de nov. de 2010
Saudade
Saudades! Sim...talvez...e porque não?...
Se o nosso sonho foi tao alto e tao forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?...Ah!...como é vão!
Que tudo isso, Amor, não nos importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem me dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Postado por Fabrícia Lima Sales às sexta-feira, novembro 12, 2010 0 comentários
Marcadores: Florbela Espanca, saudade, sonhos
19 de jul. de 2010
...
...Gosto da noite, imensa, triste, preta.
Como esta estranha e doida borboleta.
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!
Florbela Espanca
Como esta estranha e doida borboleta.
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!
Florbela Espanca
Postado por Fabrícia Lima Sales às segunda-feira, julho 19, 2010 0 comentários
Marcadores: borboleta, Florbela Espanca, noite
19 de jun. de 2009
Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Postado por Fabrícia Lima Sales às sexta-feira, junho 19, 2009 0 comentários
Marcadores: Florbela Espanca, lágrimas
9 de jun. de 2009
Mistério...
Postado por Fabrícia Lima Sales às terça-feira, junho 09, 2009 0 comentários
Marcadores: Florbela Espanca
AMAR!
Eu quero amar, Amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...Pra me encontrar...
FLORBELA ESPANCA
Postado por Fabrícia Lima Sales às terça-feira, junho 09, 2009 0 comentários
Marcadores: amar, amor, Florbela Espanca, Poesia
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