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26 de mai de 2009

SE EU PUDESSE ESCOLHER...


"Se eu pudesse escolher seria feliz por, pelo menos, oito horas por dia. Todos os dias. Reservaria o tempo restante para viver as pequenas agruras naturais. Mas seriam leves. Porque haveria a certeza de que a cada dia eu teria a minha cota de felicidade.

Se eu pudesse escolher reservaria algumas horas, todos os dias, só para fazer os outros felizes. Dedicação Total.

Se eu pudesse escolher, pararia qualquer coisa que estivesse fazendo às cinco horas da tarde e me sentaria para assistir ao pôr do sol. Escolheria lugares especiais. Procuraria não me repetir muito. O horário do pôr do sol seria algo assim, sagrado. O meu horário para observar a Deus.

Se eu pudesse escolher, viveria entre o mar e as montanhas. No meio do caminho. Nem muito longe de um, nem muito longe do outro. Plantaria flores, teria vasos na janela, muitos livros na cabeceira da cama e à noite, depois do trabalho, eu me sentaria para contemplar o céu, as estrelas, a noite.

Se eu pudesse escolher, sorriria sempre. Mas choraria também, às vezes, para não esquecer o que a lágrima significa. Viver só de sorrisos não é uma boa opção.

Se eu pudesse escolher, faria uma declaração de amor todos os dias. Só para sentir aquele sabor de ridículo que nos enche a alma e que é imprescindível à felicidade.

Se eu pudesse escolher, plantaria sementes e "perderia" horas vendo-as germinar e lamentaria por aquelas que não conseguissem se transformar em flor.

Se eu pudesse escolher, viveria a vida de uma forma mais leve, menos dolorosa, mais intensa, menos angustiante. Nem sempre temos como opções as escolhas que faríamos se pudéssemos escolher. Mas há escolhas que nos são oferecidas sempre. A de provocarmos sorrisos, de abraçarmos, de dizermos que amamos para quem amamos mesmo que eles não entendam o que é amor, ou como é o nosso amor. Precisamos viver quinze minutos de felicidade com tanta intensidade que eles possam ser transformados em horas, dias meses, no tempo que escolheríamos."

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