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29 de mai de 2011

Eu tentei... NÃO CONSEGUI...mas consegui ao menos ser ouvida...



Tentei uma reaproximação com uma pessoa do meu passado, pois queria muito que ele e sua esposa soubessem que apesar de todas as dificuldades que passei quando vim morar em Recife há 3 anos e meio eu acho que venci e estou feliz!



Entretanto é difícil admitirmos que não é tão fácil perdoar para alguns de nós. Para meu espanto a esposa dessa pessoa me foi tão amável que eu apenas confirmei quando me diziam que ela era uma pessoa muito bondosa. Me tratou bem e disse apenas que ia respeitar a decisão dele de não querer qualquer tipo de reaproximação.

Deixei para ela juntamente com um pedido de desculpas um agradecimento pela gentileza para comigo e lhe mandei essa mensagem que considero belíssima:

"Com toda a certeza, uma das maiores verdades da vida, fala da importância de entender que todos podem errar, e principalmente de saber reconhecer quando e porque errou.
Existem muitas pessoas que se dizem incapazes de perdoar erros alheios, sendo esse seu maior erro, pois dizem isso, porque se julgam perfeitas, e, portanto, não cometem erros, isso, conforme seu julgamento pessoal, é claro.
A perfeição total não existe, pois todos nós somos passíveis de erros, eis que essa perfeição não existe. Claro que é muito fácil apontar erros alheios. O difícil é aceitar e reconhecer os próprios.

Por que será tão difícil aceitar nossa falibilidade? Por que será tão fácil apontar falhas de outrem?
Não se esqueçam de que, ao apontar com o dedo indicador para alguém, existem três outros dedos apontando para seu peito, e o maior de todos apontando para cima, como que pedindo perdão a Ele pela iniquidade cometida.
L’Inconnu nos brinda com uma linda mensagem, enfocando com propriedade este assunto.

"Aquele que não pode perdoar, destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar”.

Fica evidente que a incapacidade de perdoar acaba nos deixando como que insensíveis, deixando-nos mais duros, e tirando inclusive, a capacidade de reconhecer os próprios erros. Acabaremos criando uma capa de infalibilidade que na verdade inexiste para os seres humanos.

Paralelamente, essa dureza excessiva também criará nas outras pessoas uma expectativa de nos dar o troco quando falharmos. Da mesma maneira que não fomos capazes de relevar eventuais "mancadas" alheias, ninguém nos desculpará por uma "rata" nossa, por menor que ela seja.

É preciso considerar que existem falhas, erros, "mancadas" que exigem uma punição. E uma punição rigorosa. Porém essa punição deverá ser aplicada por quem de direito. Nunca por quem não tiver autoridade para tanto.
Aliás, é justamente por isso que para se definir uma culpabilidade, existe um júri, composto por diversas pessoas que devem estar de acordo, para chegar a um veredito final. E mesmo assim ocorrem falhas...

Quantos inocentes foram punidos, e quantos culpados foram postos em liberdade?
Que dizer então, de um julgamento feito precipitadamente no aceso de uma discussão, ou analisando algo que nos prejudicou?
Para tanto, sempre deveremos ter em mente que nosso julgamento, bem como nossos atos, é sujeito a falhas. E, da mesma maneira que estamos julgando os erros de alguém, teremos nossos erros julgados amanhã... E certamente não gostaremos de ser analisados com a mesma dureza com que fazemos nosso julgamento de hoje.

Existe uma outra frase famosa, também do meu amigo L'Inconnu, : "Errar é humano... Perdoar é divino."

Claro que, conforme o que tenha acontecido, não é muito fácil perdoar-se alguém, mas sempre deveremos nos perguntar se agiríamos de maneira diferente, em se trocando as posições. Sempre deveremos nos colocar do outro lado, para sentir como gostaríamos de ser tratados. E assim agir...

E com essa idéia, sem qualquer ressentimento, vamos ter um LINDO DIA."




http://amigosdaotaepoesia.blogspot.com/2009/09/aprenda-reconhecer-seus-erros.html

PAZ... E UMA DÚVIDA? SERÁ QUE EU SOU ANORMAL POR PENSAR ASSIM?






1 comentários:

Bete Meira disse...

Que maravilha de postagem! Falou alto ao meu core. Engraçado, que me identifiquei tanto, apesar dos meus erros, costumo pensar em como agiria se estivesse do outro lado. Já é um pequeno avanço, né? Vou reblogar!!! Quanto à pessoa que rejeitou a aproximação, rogo que Deus trabalhe em seu core e que no final todos nós alcancemos a paz e a harmonia! Beijos, querida!