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17 de jun. de 2009

Primeiro, não queria perder


É LÓGICO NÃO QUERER PERDER.
NÃO DEVERÍAMOS TER DE PERDER NADA:
NEM SAÚDE, NEM AFETOS, NEM PESSOAS AMADAS.
MAS A REALIDADE É OUTRA:
EXPERIMENTAMOS UMA CONSTANTE ALTERNÂNCIA DE GANHOS E PERDAS.

SEGUNDO:
PERDER DÓI MESMO.
NÃO HÁ COMO NÃO SOFRER.
É TOLICE DIZER NÃO SOFRA, NÃO CHORE.
A DOR É IMPORTANTE.
O LUTO TAMBÉM.

TERCEIRO:
PRECISAMOS DE RECURSOS INTERNOS PARA ENFRENTAR A TRAGÉDIA E A DOR.
A FORÇA DECISIVA TERÁ QUE VIR DE NÓS, DE ONDE FOI DEPOSITADA A NOSSA BAGAGEM.
LIDAR COM A PERDA VAI DEPENDER DO QUE ENCONTRARMOS ALI.

A TRAGÉDIA FAZ EMERGIR FORÇAS INIMAGINÁVEIS EM ALGUMAS PESSOAS.
POR MAIS DEVORADOR QUE SEJA, O MESMO SOFRIMENTO QUE DERRUBA FAZ VOLTAR A CRESCER.

QUANDO É HORA DE SOFRER NÃO TEMOS DE PEDIR LICENÇA PARA SENTIR, E ESGOTAR, A DOR.
O LUTO É NECESSÁRIO, OU A DOR FICARÁ SOTERRADA, SEU FOGO QUEIMANDO NOSSAS ULTIMAS RESERVAS DE VITALIDADE E FECHANDO TODAS AS SAÍDAS.

APRENDI QUE A MELHOR HOMENAGEM QUE POSSO FAZER A QUEM SE FOI É VIVER COMO ELE GOSTARIA QUE EU VIVESSE:
BEM, INTEGRALMENTE, SAUDAVELMENTE, COM ALEGRIAS POSSÍVEIS E PROJETOS ATÉ IMPOSSÍVEIS.

Texto: ESCRITORA LYA LUFT

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